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Segundo
previsões do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
realizadas no início dos anos 90, no ano 2000 os indivíduos com mais
de 65 anos deverão ser, no Brasil, cerca de 8 milhões e no ano de 2020
cerca de 17milhões e 400mil. No momento em que o Brasil atravessa um
período de extrema dificuldade na gestão de seus recursos, definindo
políticas para a aplicação destes nas diferentes áreas, é preciso
que sejam alocadas verbas para criação e manutenção de centros de
atendimento aos pacientes geriátricos principalmente na área da
odontologia.
Deve-se considerar a grande rarefação de centro de atendimento aos
pacientes geriátricos em nosso País, que em algumas áreas atingem até
20% da população.
Na área odontológica a situação é crítica, pois há necessidade de
conjugar local e instrumental apropriados para atendimento do paciente
com um recurso humano extremamente raro em nosso País, ou seja, o odontólogo
com formação especializada para o atendimento a este grupo de
pacientes.
A
Unidade de Pacientes Geriátricos para atendimento odontológico na
Faculdade de Odontologia (UFRJ), vem preencher uma lacuna na assistência
à comunidade do Rio de Janeiro.
No Brasil a demanda é bastante reprimida e as projeções populacionais
para os próximos 25 anos colocam que a população de idosos (65 anos
ou mais) deverá crescer cerca de 250%, enquanto a faixa de 0 a 14 anos
sofrerá um decréscimo de cerca de 2% (fonte IBGE 2000).
É considerado paciente geriátrico, todo ou qualquer indivíduo que
apresente idade igual ou superior a sessenta e cinco anos de idade.
"O idoso não é a simples continuação do adulto, assim como a
criança não é uma miniatura do adulto" (MORIGUSHI, 1992). O
atendimento odontológico à Terceira Idade requer um conhecimento das
alterações patológicas e fisiológicas que acometem estes organismos.
A confecção de peças protéticas, às vezes de custo elevado, para
recompor a estética e a função do aparelho estomatognático e com
isto, reduzindo o estado depressivo que por vezes estes pacientes
apresentam. A aplicação de todos estes conhecimentos, algumas vezes
necessários para a sobrevivência destes pacientes, representa gastos
excessivos em um orçamento familiar. Infelizmente, são poucas as famílias
brasileiras que podem dispor destes recursos.
O que temos hoje em termos de Brasil, é um quadro triste e alarmante.
Ter um idoso na nossa sociedade, significa além do impacto emocional,
uma quebra na estrutura financeira, ou a frustração de não poder
oferecer a assistência necessária a este familiar. O problema social
é seriíssimo.
Algumas vezes, temos um ou mais membros destas famílias, se desdobrando
em horas extras ou fazendo biscates de modo a gerar recursos para
custear o tratamento do idoso e nem sempre estes recursos são
suficientes.
Além das dificuldades financeiras, emocionais e sociais, a sociedade
brasileira não está estruturada para oferecer mais conforto e assistência
médico - odontológico a estes pacientes.
Na odontologia moderna, não podemos proporcionar uma boa "Saúde
Oral ao Paciente da Terceira Idade", se não houver uma
"interdisciplinaridade" entre áreas médica, odontológica e
psico - social.
Justifica-se assim, a criação desta Unidade, que servirá como mola
propulsora para a criação de outros centros de assistência ao idoso e
para a melhoria da sua qualidade de vida.
Objetivos:
* Criar um Centro de excelência no atendimento odontológico ao
paciente geriátrico, que sirva como referência técnica-científica e
de encaminhamento;
* Reintegrar o idoso a sociedade;
* Capacitar profissionais e alunos do curso de Odontologia para
atendimento ao paciente Geriátrico;
* Operacionalizar técnicas preventivas e curativas;
* Racionalizar e desenvolver técnicas de atendimento ambulatorial;
* Desenvolver programas educativos de prevenção do câncer oral,
envolvendo a comunidade carente e instituições;
* Desenvolvimento de projetos de pesquisa (envolvendo pacientes, alunos
e demais profissionais de saúde);
* Criação da Unidade, para que haja possibilidade de ministrar
"Cursos de Capacitação para Atendimento Odontológico a Pacientes
Geriátricos" a nível Ambulatorial e Hospitalar, onde há uma
grande carência de profissionais capacitados a prestar atendimento a
estes grupos de pacientes.

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